FALTA DE ÁGUA EM SERGIPE: VEREADORA PASTORA SALETE COBRA RESPOSTAS SOBRE IGUÁ, DESO E RECURSOS DO ESTADO
- Categoria: Política
- Publicação: 20/09/2026 12:18
A falta de água voltou a ocupar o centro das discussões em Sergipe. Em pronunciamento, a vereadora Pastora Salete chamou atenção para os problemas de abastecimento enfrentados pela população e questionou a atuação da Iguá Saneamento, responsável pela distribuição de água e pelos serviços de esgotamento sanitário em 74 municípios sergipanos.
A empresa foi vendida, em setembro de 2024, o leilão da concessão parcial dos serviços da Deso com uma oferta de R$ 4,536 bilhões. O contrato tem duração de 35 anos e prevê investimentos de aproximadamente R$ 6,3 bilhões. A Deso permanece responsável pela captação e tratamento da água, enquanto a Iguá atua na distribuição e no esgotamento sanitário.
Diante desse cenário, a vereadora Pastora Salete questiona:
“Onde estão as melhorias? Onde está a água chegando regularmente às torneiras?”
Segundo o pronunciamento, moradores vêm recorrendo a caminhões-pipa para garantir o abastecimento, enquanto persistem reclamações sobre a falta de água em diferentes regiões do estado.
Outro ponto levantado envolve o endividamento estadual. Reportagens publicadas em setembro de 2026 apontam que as operações de crédito contratadas ou autorizadas durante a gestão Fábio Mitidieri ultrapassaram a marca de R$ 4,3 bilhões, assunto que vem gerando debate político sobre as contas públicas de Sergipe.
A discussão também alcança os recursos relacionados à concessão da Deso. O valor de R$ 4,536 bilhões corresponde à outorga oferecida pela Iguá no leilão, e não deve ser confundido automaticamente com dinheiro disponível integralmente e de uma só vez no caixa do Estado. O próprio debate público envolve questionamentos sobre parcelas, destinação e aplicação desses recursos.
CAMINHÕES-PIPA
A vereadora Pastora Salete também citou a Resolução nº 96/2025 da Agrese, que regulamenta os serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário e estabelece regras relacionadas ao abastecimento por fontes móveis.
Documentos da própria Agrese confirmam que a Resolução 96/2025 integra o regulamento dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Sergipe.
A parlamentar defende que a população tenha respostas claras sobre a origem da água distribuída pelos caminhões-pipa, os responsáveis pelo abastecimento, os mecanismos de fiscalização e a garantia da qualidade da água.
“O cidadão sergipano não quer saber apenas de números bilionários. Ele quer abrir a torneira e encontrar água.”, afirmou.
A cobrança agora é por transparência, fiscalização e soluções concretas para o problema do abastecimento.
A pergunta que fica é direta: CADÊ A ÁGUA?
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